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Em nome de Deus

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Uma abordagem contextual do conceito de Deus em a uma cultura indígena.

Os mitos de um povo expressam a cosmovisão tradicional e contém o seu conceito da divindade. É importante examinar a cosmovisão pela teologia bíblica, como a revelação de Deus no contexto sócio-histórico. Aceitamos que há uma limitação pelo fato que a maioria dos povos indígenas não tem toda a Bíblia traduzida na sua própria língua. Este ensaio é uma abordagem tentativa para encorajar aqueles diretamente envolvidos neste ministério. É uma tentativa entender a cosmovisão do povo Tukano e compará-lo com o conceito bíblico. Depois vamos considerar as implicações para a sua sociedade e para o seu conceito do meio ambiente. Um conhecimento mais completo do nome de Deus, seu caráter e seus feitos, levado à experiência própria é a maior defesa contra o sincretismo.

O Tukano é um povo que mora no Rio Uaupés, Alto Rio Negro, no Noroeste da Amazonia, Brasil e também na Colombia. É relacionado como um número de outros povos da região que têm uma cultura semelhante, e sua lingua é usada como lingua franca. Tradicionalmente o Tukano mora em grupos familiares quase independentes, que são exogamos, tomando suas mulheres de outros povos vizinhos. Sustentam-se pela pesca e a caça que é a responsabilidade dos homens, a cultivação da mandioca e frutas pelas mulheres. No princípio do século vinte os missionários Silesianos conseguiram reorganizar muitos Tukanos em ‘missões’, povoados com casas para cada familia nucleares, com serviços de educação e saúde.
[1] Esta mudança criou grandes problemas sociais, religiosas e de alimentação. O desafio é apresentar o evangelho de uma maneira que mantém a identidade Tukana.

A questão de importância é descobrir do povo as raízes da sua cultura e especialmente o seu entendimento do sobrenatural e o significado do nome da divindade. Entre os muçulmanos, seja na África ou na Ásia Central, o debate é usar os nomes de Alá e Isa do Alcorão, com seu conteúdo fortemente islâmico ou adotar os nomes do francês ou russo, com as associações do imperialismo. Culturas de religião tradicional ou animista podem ter um nome de um supremo deus ocioso, mas usar este nome pode introduzir sincretismo. Norvil Silva dá um exemplo da língua Awa-Guajá; considera-se duas alternativas de nomes de seres tirados na mitologia do povo ou optar por um nome genérico significando ‘O Pai Verdadeiro’ em vez da palavra que significa ‘Deus’.
2]

Na cultura do Antigo Oriente e da Bíblia, como em muitas culturas ainda hoje, o nome contém ou transmite algo do caráter ou das associações da pessoa. Os nomes representam a dinâmica de encontros específicos com Deus no passado que ainda têm valor para os tempos seguintes, ou os atributos do caráter de Deus no seu relacionamento com a humanidade. Nosso propósito é descobrir se há um conceito de um supremo ser ou divindade nos mitos Tukano, e compare isso com a experiência de Israel no VT e no ensino de Jesus, e indicar o valor disso para a identidade etnia como uma sociedade e seu relacionamento com a natureza.

A Cosmovisão do Tukano

No princípio antes do tempo, havia um vão chamado a Casa do Vento onde não tinha nada, nem forma, som ou luz; é também chamado o Primeiro Mundo. Tudo era espaço, escuridão e silêncio e 'triste e sem idéias'. Dentro de um redemoinho no vão apareceu o primeiro ser vivente, Ye'pá, formada por uma música misteriosa e pelo movimento do ar. O corpo de Ye'pá estava envolvido no redemoinho, e de dentro soava o som do Mi-i, um passarinho que era o começo dos sons da gente Jurupari. O Juruparí, cujo nome significa ‘grade na boca’, era um mítico legislador sábio que guardava segredos bem. Esta lenda dá legitimação aos instrumentos sacros, as flautas e trombetas que hoje somente os homens iniciados ou pajés podem ver e tocar. As mulheres e as crianças não podem ver os instrumentos sob pena da morte. Os instrumentos estão guardados perto do igarapé. Foi esta música que deu vida a Ye’pá e desenvolveu o corpo dela. Ye’pá, a criadora, vivia sozinha, invisível, nova e bonita, porém sem nome e sem fazer nada ou criar ou reproduzir. Existia também, e não eram criados, o Primeiro Avô do Mundo com seus cinco irmãos, incluindo o Sol.
[3]Entretanto a criação do mundo continuou com Ye’pá. Ela ainda não tendo um corpo para procriar, e por isso criou nove filhas sob sua garantia usando as cerimônias que os pajés aprenderam e repetem na terra.

A pedido das filhas Ye’pá chamou o Primeiro Avô do Mundo para ser seu marido e o casal teve filhos inclusive Tabaco. Este casal é o modelo para o casamento entre os Tukanos. Porém ele não podia produzir nem luz, nem humanidade e foi expulso. Foi longe e se tornou o Trovão, criou filhas e casou e gerou o Lua por sua filha Nuvem. O Lua era o Criador dos Tukanos. Mas ele teve sexo com a sua mãe e o Trovão o expulsou. Os mitos, dizem que os Tukano eram afiliados primeiro com o Avô do Mundo até que ele tornou-se Trovão. Porém depois afirmaram o Lua como seu Criador. Então o Trovão gerou também os duendes chamados Wahtia.

Novamente Ye’pá chamou o Sol pelas cerimônias para ser seu marido e tiveram filhos de diversas maneiras. Então Ye’pá se chamava a Avó do Dia. Em outras versões do mito o Sol é pai de Ye’pá. O casal conseguiu gerar o Criador Lua, que por sua vez gerou a primeira humanidade e a luz. O Avô do Mundo tentou matar o Sol, e tornou se o Trovão que produziu o mal, as doenças e a morte.

A criação consiste de três camadas ou níveis, a Casa do Vento, a Casa da Terra e o Mundo Inferior. A Terra era a antiga Casa do Céu. Há um intercambio entre as três camadas do universo, a Casa do Vento, a Casa da Terra e o Mundo Inferior, pelo quais pessoas se transformam quando passam de uma camada para outra. Por exemplo, os Tukanos mortos vão para o Mundo Inferior. São reencarnados na próxima geração, onde um recém nascido recebe seu nome para viver 'de novo' na Casa da Terra.
[4]

O Criador Lua começou a morar no Rio Subterrâneo com seus filhos, os Tukanos, que naquela época eram peixes. Os Tukanos rejeitam a adoração do Sol (uma memória de domínio dos incas?) e passam a adorar o Lua. A Terra passou por três desastres, por exemplo, com ciúme do Sol, o Trovão fez uma grande queimada na Terra, onde Ye’pá estava. Também foi O Lua que preparou as bebidas de caapi, as medicinas alucinógenas, que resultaram na Troca de línguas que era um dos castigos ou desastres.
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Ye’pá desceu para a Casa da Terra que ainda era um espaço vazio e criou diversos aspectos da terra, arvores, terra, dança, etc. com as medicinas alucinantes, ipadu, tabaco, caapi e paricá, que são usadas pelos pajés nas suas cerimônias. Assim ela desenvolveu seu corpo que termina em ser a terra, ou a paisagem que sustenta a vida dos Tukanos.
[6] Ela terminou criando a terra com o leite dela e soprando tabaco.

Nos mitos aparece raramente o ser designado O O’akhë. O termo é usado como um título de todos os Criadores acrescentado aos seus nomes. Ele é um dos filhos do Trovão ou o Primeiro Avô do Mundo com Ye’pá. Por sua vez teve muitos filhos de mulheres, representando diversas partes da natureza. O quartzo é símbolo dele. Ele preparou as medicinas como o Caapi, e as primeiras humanidades ficavam bêbedas. O O’akhë disse que quem quer vê-lo deve tomar Caapi. Ele também era envolvido em misturar e trocar os idiomas. Em ocasiões de castigo O O’akhë aparece para cumprir esta função. Ele está entre o Sol e quatro outros Criadores quando as mulheres pajés transformaram os homens em fêmeas. As mulheres foram mortas e nunca mais puderam ser pajés. Ele ofereceu a medicina ipadú aos homens para não morrer; porém vendo cobras e aranhas bebendo os homens recusaram beber e morreram.

Makú é um nome depreciativo de um grupo de povos vizinhos, inclusive os Hupda. Quando os Makú quiseram sair para a terra O O’akhë pisou neles e os empurrou em um buraco onde saíram já discriminados e desprezados. Ele era responsável pela morte do seu filho, o Mi-ĩ, como castigo por matar os filhos dos pajés durante seu tempo de iniciação. Depois disso O O’akhë ameaça matar quem fala do filho morto. Este mito é conhecido entre muitos dos povos da região. O Mi-ĩ é identificado com o Diabo do Cristianismo. Este mito é interessante porque o Trovão cita a crença de que existe um só O’akhë, que há uma só divindade. Mas logo ele rejeita a idéia porque ‘existem todos os Criadores.’
[7]

O começo absoluto da Criação para o Tukano é a existência dos Criadores, que não eram criados. São auto-existentes, no sentido de existir antes de criar, e têm continuidade. Eles criam por diversos métodos e se relacionam como uma família disfuncional. Gentil admite que todos os deuses tiveram sexo com todas as deusas. A criação é uma emanação dos Criadores. Eles produzem todas as coisas dos seus corpos, e assim, é importante para o Tukano ter comunhão com a origem dos processos, dos quais ele é uma parte.

A Maloca Cósmica.

A Malocado Tucano é ou era uma casa comunal de um número de famílias patrilineares e exogâmicas, sob a liderança do dono ou chefe. A autoridade deste, é por consentimento e a maloca forma uma unidade semi-independente das outras. O numéro de pessoas na maloca varia entre 20 e 100. O uso do termo ‘tribo’ entre o Tukano pode ser questionado, diz Swanson, porque não existe uma organização ou autoridade maior do que a maloca. Cada maloca pertence a um dos cinco grupos de malocas; famílias são convidados a participar das festas do seu próprio grupo. Mas as mulheres devem ser tomadas dos outros grupos ou de outros povos. A lingua das mulheres na maloca pode ser outra do que Tukano.
[8] Por isso os Tukanos entendem um numério de linguas locais.

A estrutura da maloca é de madeira e palha, de 15m de largura, duas vezes ou maior no comprimento e 7m de altura. O telhado desce quase até ao chão nos lados e a cumeeira é sustentada por duas fileiras de esteios no meio, criando um espáço central para as danças e as cerimonias. A porta da frente é para os homens, e a outra dos fundos é das mulheres. Por dentro o espaço central divide os compartimentos que estão aos lados, um por cada casal ou pelos menos por cada esposa com seus filhos. O dono ou chefe mora num compartimento nos fundos. Cada compartamento tem uma fogueria, esteiras e redes, e lugares para guardar os pertences de cada familia.

A casa é um mundo simbólico e quando uma nova é completa, uma ceremônia realiza-se quemando resinas e breu que avisa o Criador Lua para reconhecer a nova casa. Assim a maloca está prota para os pajés curarem e entrarem em contato com os antepassados e os Criadores. A estrutura é indentificada com o corpo do Lua. Os caibros são as costelas dele, a viga, ou provavelemente a cumeeira, a espinha dorsal, e os cipós que seguram todas as veias dele. Os esteios representam os ancestrais Tukanos. Há outra cerêmonia para transformar a terra em baixo da maloca no corpo de Ye’pá. É importante guardar um calendario, que é feito de madeira, com todas as datas marcadas com nós e pedras ou riscos. Estas incluem as obversações das constelações. Um tambor feito de um tronco é visto ao representar o coração do Lua para chamar os vizinhos para as festas e cerêmonias importantes.
[9] Como já descrevemos os intrumentos musicais estão escondidos perto do igarepe que serve a moloca par água e banhos.

A Casa da Terra é a camada central do Cosmos e é representada pelo chão da maloca. A vida do Tucano começa por nascer no oeste na mata por atrás a maloca. Cada bebê é considerado como a reencarnação de um ancestral recente, e o espírito do recém-nascido não está seguro no corpo sem um ato do pajé. Depois isso a vida dele segue simbolicamente para o leste, acompanhando a direção dos rios da região que correm para o leste e o Atlântico. Então a vida é simbolizada pela mãe com nenê, que entra a maloca pela porta dos fundos. Cada estágio da vida é simbolizado por avançar na direção da frente da maloca com iniciação e casamento no meio da maloca. Morrendo, o morto está enterrado em uma metade de uma canoa em baixo do chão da maloca. Dai ele ‘desce’ para a camada do Mundo Subterrâneo para viajar pelo Rio dos Mortos no sentido oeste, ao contrario da vida. O morto é reencarnado de novo por um novo bebê, dado à luz atrás da maloca.
[10] O simbolismo da vida completa é o circulo por ‘viajar’, como os rios da região do oeste para o leste. Os ancestrais voltam por reencarnação e estabelecem uma existência cíclica. Mircea Eliade descreve outros exemplos no que o homem nasce da terra, de fontes e rios; e muitas vezes a terra é considerada o corpo da deusa.[11]

A vida entre os Criadores é um paralelo com a sociedade Tukano, que é dominada pelos homens. A diferencia é que as criadoras femininas tomam as incitativas e até ‘manejam’ os masculinos. As divindades fêmeas aparecem de ser iguais em status com os masculinos. Ye’pá é proeminente com a Mãe, em contraste com o método de ganhar esposas por raptar as moças de outras malocas. Vemos que toda a vida é integrada com a cosmovisão que interpreta a natureza em que a vida do Tukano depende.

A Paisagem Tucano

As divindades são o fundamentos personalizado da criação e como uma clã, ou uma grande maloca que procriam os animais e as coisas na paisagem personalizada. Personalizar é distinguido de personificar, que é apenas um modo de falar de algo impessoal. Personalizar é relacionar com algo como sendo ente pessoal. A terra é considerada o corpo de Ye’pá. A Mulher e ‘nossa Mãe’, disse o Tukano. As arvores são os cabelos dela, os animais até os humanos são os piolhos hospedados no corpo dela.
[12] A pesca é a maior ocupação do homem Tukano, usando linhas, redes, represas, lanças, arco e flecha. Mas os rios são de água preta com poucos nutrientes e produzem as espécies menores. Os peixes dependem dos nutrientes que caem da floresta à beira do rio e as áreas chavascais. Durante as enchentes, o rio inunda a floresta de igapó, onde os peixes desovem; estas áreas suprem também cipó e seringa para as construções. A pesca depende de estas áreas serem conservadas. [13] A segunda atividade do homem é a caça da fauna tropical, na floresta mais densa que está perto dos rios.

Todo ano na primeira quinzena de fevereiro o Tukano observa quando a constelação do Tatu (Plêiades) desce ao horizonte oeste depois do por do sol. Isso é para saber quando começa a estação das primeiras chuvas e sobre o Rio Uaupés para plantar a mandioca nas suas roças afastadas dos rios em terra firme.
[14] Cada família tem três ou mais roças ou clareias na floresta, em a seqüência de preparo; pois a terra não suporta a cultivação por mais de três anos, e a maloca tem que mudar de local depois alguns anos. As mulheres têm responsabilidade para o plantio, colheita e preparação de mandioca, batata doce, melancia, banana e cana, etc. Os homens cuidam da plantas medicinais e palhas para as malocas nas caatingas arenosas. Os Tukano dependem de um ambiente que precisa ser conservado com muito cuidado.

Numerosos mitos estabelecem que o mundo é descentralizado com os diversos seres ou protetores pessoais das demais espécies e doenças, etc., cada controla sua parte em distinção com os outros. A vida é experimentada dentro dos mitos e do mundo dos espíritos. Todos os animais, plantas, e até os utensílios fabricados pelos Tukano, são 'gente', seres, ou espíritos, que defendem suas identidades. Para o povo Tukano a paisagem é considerada um ser ''impregnado de poderes e ancestrais e onde a vida cotidiana . . . é potencialmente perigosa'.
[15] Os problemas começam quando um invade a esfera dos outros, por má vontade ou por feitiçaria. O invasor precisa ser expulsa por um poder maior. Todo ato da vida deve ser feito com encantamentos e cerimônias dos pajés, para remover as defesas e deixar o Tukano usar ou comer com segurança. Antes de comer um encantamento deve ser soprada para remover os 'escudos' dos animais mortos que podem comprometer a própria identidade humana de quem come.

Os mediadores: Os Pajés e o Uso dos Alucinógenos

O Pajé na sociedade Tukano era importante em relacionar cada maloca com o meio ambiente interpretado conforme os mitos. Ele podia curar, aconselhar, dirigir os rito de passagem de casamento e de morte. Ele convivia e conversava com os Criadores, até podia se tornar marido de uma das deusas. Pode por exemplo viajar para ver o Sol invisível, não identificado com o corpo celeste, andando com sua esposa Ye’pá. Os Criadores fazia com que as cerimônias fossem efetivas.
[16] Ele planta as medicinas para curar, para que estas fizessem amizades com as Gentes Doenças ou os espíritos das enfermidades. Cada doença tem sua razão especifica por feitiçarias e as cerimônias protejam contra a ciúme da Gente Doença. O pajé também aprendia a música que Mi-î, o filho do Sol, ensinava. As flautas e trombetas, feitas de bambu, são também gente: o Jurupari.

Os Tukano, Hupda e Desano crêem que o primeiro ser Ye'pá deu a luz Caapi como uma personagem que se transforma na bebida alucinógena caapi (banisteriopsis caapi ou ayahuasca ) para entrar em transe e ‘viajar’ no mundo considerado ‘real’ e mitológico que está presente, mas invisível neste mundo. É extraída de um cipó que cultivam. Todos os homens adultos são iniciados neste sistema e todos são considerados pajés.
[17] Outras 'medicinas' como o xeihet e o tabaco são personagens mitológicos e dados à luz por Ye'pá. Caapi combinada com Xenhet um pó vermelho da arvore virola, produz um transe pelo qual eles entram no aspecto mitológico do mundo. Nesta visão eles podem assistir a criação do universo e comungar com os animais e todos os objetos como 'gente'. A experiência pode ter três estágios: primeiro de voar sobre a terra; o segundo de terror de cobras, envolvido o corpo e jaguares atacando; o terceiro pode ser alcançado estando na presença dos Criadores. Xenket é visto como um gigante amistoso que pode ser convidado a ficar no ouvido para dar conselho e direção para a vida. Também tabaco é usado nos ritos curativos e caxiri, uma bebida feita da mandioca brava, é consumida na festas para agradar os espíritos. As experiências interpretadas pelos mitos definem o universo, confirma a superioridade do homem sobre a mulher, a procriação, o diagnostico de doenças, profecia, a divinação e a feiticeira.

Cada povo interpreta a experiência sob a influencia das ‘medicinas’ conforme seus próprios mitos, e assim a autoridade dos mitos é confirmada. A tradição é acessível a todos os homens. Por isso têm motivos de rejeitar a Bíblia que reivindica autoridade por ser dada a um só povo longe deles. Os mitos já estão desenvolvidos e não sabemos a origem destes. Os mitos suprem a explicação ou interpretação da experiência. Outras tribos ou mesmo ocidentais interpretam conforme as imagens dentro das suas tradições, Os alucinógenos não dão uma revelação especial sob a influencia que vem dos criadores.

O Misticismo Tukano

Podemos perguntar se é possível considerar a experiência do Tucano um tipo de misticismo? Todo místico interpreta as experiências do outro mundo conforme suas tradições religiosas. O Budista vê imagens do Buda, o católico da Virgem Maria, e os Judeus conforme a sua tradição de Deus. Cada tribo, que toma o alucinógeno, conta sua experiência diferente e conforme os mitos da sua tradição. Mas a multiplicidade das Casas do Vento, etc. podem ser semelhantes aos Sete Céus através dos quais os rabis místicos aproximaram ao Trono de Deus. No Kabbalismo as virtudes são descritas como mulheres, como por exemplo Binah, Inteligência, que sendo a Mãe Superal deu a luz sete outras virtudes. A Shekinah era uma mulher representando o lado feminino de Deus. O caminho do místico era difícil e perigoso e precisava de um mentor para guiar, para evitar a heresia ou problemas psicológicos.

Mas conforme Karen Armstrong os Tannim, como Rabi Akiva, não acreditavam que suas visões eram viagens verdadeiras para o Céu, mas um processo de colocar em ordem as imagens que enchiam as suas cabeças.
[18] A linguagem era simbólica e não literal. Os rabis falaram de uma subida mental para uma realidade que estava dentro de suas mentes. O misticismo judeu surgia no século segundo da nossa era, quando Israel não tinha mais a Terra nem o templo e sofreu perseguição. Assim a revelação do Deus. O Transcendente tomou outra forma para satisfazer o desejo de ter contato com Deus e afirmar sua identidade étnica do povo Judaico. Semelhantemente os místicos Sufi de Islã, em tiveram uma experiência do Sobrenatural, repetindo os nomes de Alá e exercícios de respiração, dança e música para induzir uma energia no corpo, e até se comportam como um embriagado. Explicam a experiência como um retorno ao estado primordial da criação e sentam-se pessoas realizadas ao ideal conforme o plano de Deus.[19] Os místicos judeus e muçulmanos, como os mitos Tukano, tratam a criação como uma emanação de Deus, e por isso a comunhão com o divino se encontra no intimo da mente.[20] A deidade está vinculada intimadamente com a natureza objetiva e subjetiva.

Reconhecemos que a comunhão com as divindades é foco central da cultura Tukano. Os pajés buscam soluções para a vida cotidiana e também afirmar a identidade do Tukano. A experiência dos pajés com o caapi identifica a comunidade com os Criadores; e Gentil relata de um pajé que pensa que tivesse encontros amorosos e sexuais com uma das deusas. Por isso, o ato sexual é considerado um ato místico de união não apenas com uma mulher por prazer ou amor, mas uma participação na vida dos Criadores. Esta comunhão com os Criadores é união com a natureza, esta sendo uma emanação divina.

A Vinda de Deus dos brancos

Por mais de dois seculos os indios dos Alto Rio Negros têm sofrido violença, escravidão e exploração economica. Um fenômen interessante era os movimentos messianicos que adotaram certos aspectos do Catolismo, por falar de ‘Deus’e usar o simbolo da cruz, mas advocaram afastamento do ‘brancos’ e a renovação da tradições indigenas para a salvação em um paraíso. Um era Kamiko, no Rio Içana, que recebeu profecias de ‘Deus’, que o ordenou declarar perdoadas as supostas dívidas dos indios devidos aos branos. Alexandre era outro profeta que pregou a inversão da exploração economica e que os brancos serviriam os indigenas.
[21] Estes profetas são exemplo da resposta religiosa dos indigenas da região a sua posição de ser explorada. Durante o século vinte houve a conversão ao Catolicismo, e Protestantismo tem modificado as tradições. Há gerações que não tem participado das ceremônias e esqueceram dos mitos.

Hoje os Tukanos estão em contato com os brasileiros com um conceito de Deus que André F. Drooger chama ‘religiosidade mínima’, que se expressa na vida e na mídia.
[22] Esta religiosidade está em contraste não somente com o Deus bem articulado das da religiões Brasileiras organisadas, mas também com o Deus do Catolicismo Popular, no qual ele é de significação marginal e remoto na vida humana. O Deus desta religiosidade minima é comum para todas as classes e ‘está perto ao povo, em uma maneira quase familiar.’ Ele é considerado de controlar o destino de indivíduos dos povos, e dá esperança ao enfrentar difuldades e problemas impossíveis ao homem. Todo o mundo tem valor diante deste divindade, mas não direçao moral para o individuo nem critica das injustiças sociais. Esta crença encoraja a pessoas a confiar novamente no sobrenatural, ou humano intermediarores. Em politeísmo cada comunidade concentra em uma divindade dentro de uma multidão de deuses. Esta influença tende para promover um Criador como ‘Deus’, por exemplo, Pai Sol. Esta é a base para todo tipo de sincretismo ‘em nome de Deus’.

Há muitas maneiras de interpretar os mitos
[23]

Os mitos dão a auto-identidade aos Tukano; uma cultura suprindo a origem do povo, símbolos e costumes e o conhecimento para distinguir das outras tribos em redor. Cada povo tem sua própria cosmovisão, diferente dos outros. Servem como um tipo de constituição para definir as características da sociedade. Os mitos mantêm a estrutura da sociedade e confirmam as cerimônias e a autoridade dos pajés e dos homens sobre as mulheres. O Cristianismo tem moldado culturas, dando auto-identidade às sociedades também.

Há elementos que possivelmente refletem acontecimentos históricos como o Tukano abandava o culto ao sol, um eco da influencia das incas? Gentil diz que brigaram com o Sol nas montanhas dos Andes e mudaram os mitos de origem. A viagem dos Tukanos na grande anaconda do leste subindo o rio Negro ate’ a cachoeira no rio Uaupés é a história em outros termos. Eduardo Castro demonstra diversas narrativas deste tipo que explicam o relacionamento original entre o indígena e o branco.
[24]

Os mitos podem ser aceitos como uma alegoria. Como um mapa é derivado da realidade terrestre e depois serve como guia conveniente e simples para entender a realidade original. Seja alegoria ou literal, os mitos descreveram como a natureza amazônica funciona e como o homem pode ganhar os benefícios e males que resultam; isso é em termos cristão, a Providencia.

Eliade disse que a cosmogonia é a manifestação suprema divina, um ato paradigmático da abundância, força e criatividade e um modelo por toda atividade humana.
[25] É a realidade escondida deste mundo, e não separada deste mundo. A serie de origens feita pelos Criadores é a fonte e explicação do mundo. Não é cronologicamente no passado longíssimo, mas como Eliade surge, é o ambiente potente dos Criadores visitado pelos Tukanos que deve ser considerado circular ou sempre presente, mas escondido. As cerimônias fazem aparecer esta atividade divina que torna se contemporânea para os Tukanos, como uma irrupção do sacro no mundo para sua renovação da sociedade Tukano. [26]

Eliade disse que a cosmogonia é a manifestação suprema divina, um ato paradigmático da abundância, força e criatividade e um modelo por toda atividade humana.
[27] É a realidade escondida deste mundo, e não separada deste mundo. A serie de origens feita pelos Criadores é a fonte e explicação do mundo. Não é cronologicamente no passado longíssimo, mas como Eliade surge, é o ambiente potente dos Criadores visitado pelos Tukanos que deve ser considerado circular ou sempre presente, mas escondido. As cerimônias fazem aparecer esta atividade divina que torna se contemporânea para os Tukanos, como uma irrupção do sacro no mundo para sua renovação da sociedade Tukano. [28]

Entretanto os mitos são considerados ao revelar a verdadeira natureza do mundo. Não há distinção entre o sacro e o profano. A atividade dos Criadores é presente em todo lugar e apenas invisível. Como estórias de objetos e forças personalizados, os mitos servem como a explicação do cosmo. Conforme a teoria de Mircea Eliade, o mito é paradigmático em toda atividade humana como uma tentativa de usar o poder da criação original para sustentar, ou corrigir, o meio-ambiente.
[29]

Os mitos capacitam a comunidade Tukano, por intermédio das cerimônias dos pajés, imitar e participar na atividade das divindades em ser um verdadeiro homem e resolver os seus problemas. As cerimônias buscam manipulam e incorporam este poder para as mudanças das estações, o plantio, os ritos de passagem e a expulsão de doenças. Os meios de graça cristãos, a pregação da Palavra, os sacramentos e a oração, também são pontos de encontro com o poder divino.

Os mitos providenciam os heróis para serem contados e imitados. Os pajés se tornam seus heróis, e desejam ‘viajar’ para ter contato e trazer de volta benefício para a sua comunidade. Toda sociedade precisa de heróis que ganharem vitória ou benefícios. Até Jesus é herói do Cristão que mostrou bondade a todos, deu instrução como viver, e consegui o maior beneficio para seus, por sofrer e se extrair de uma grande crise e assim ganhou a vitória para todos.

Levi-Strauss descreveu uma dicotomia nos mitos dos índios, pela qual o que é conhecido na natureza ou na humanidade tem a sua suposta ou conhecida contra categoria. Os indígenas suporiam a existência do não índio, os brancos, antes da colonização européia. A humanidade é a suposição das divindades; os deuses devem viver e reproduzir porque é conhecido que os homens vivem e reproduzem. O ambiente terrestre tem a sua realidade celeste. Também existem o espírito do homem e os espíritos animais, o espírito do doente e os espíritos das doenças. Porém estas dualidades não são iguais nem têm um equilíbrio natural entre estes. Pelas cerimônias um lado pode prevalecer sobre o outro.

Provavelmente o Tukano não se preocupa com um começo absoluto ou uma deidade suprema e auto-existente fora da criação e as questões metafísicas, mas se interessam mais pela reciprocidade entre a existência mais verdadeira dos Criadores e sua própria vida no meio ambiente, considerado relativamente irreal. Esta dualidade forma um universo completo e interativo do aquém, sem preocupar com o alem.

O Conceito de divindade

O conceito dos Criadores é de um conjunto de aspectos da criação personalizados com vontade e sentimentos e poder pessoal, que relacionam com os homens que também têm a natureza pessoal. Eles atuam juntos para manter o ambiente e a humanidade. Os Criadores refletem o argumento ontológico que a personalidade e os atributos do ser humano são a realidade mais importante na experiência humana e deveria existir um ser maior e mais perfeito com personalidade e atributos pessoais. No caso refletem a multiplicidade humana por ser seres. Os Criadores são parecidos com super-homens.

Enquanto a Ye’pá, o Avô e o Sol, já são existentes no princípio, a criação desenvolve deles mesmos, como uma emanação. Não são transcendentes da sua criação. Assim os Criadores são as primeiras causas de toda a natureza, usando seus corpos em procriar as coisas, em uma corrente de processos naturais. Esta causa é um poder interpessoal e idiossincrático, sem normas morais. Não explicam porque criaram, nem se algo os criou, nem estão unidos em execução.
 

O aspecto pessoal é assim a fonte direta de todo aspecto da natureza, e resulta em um cosmo que consiste de uma multidão de territórios controlados por seres e espíritos, que tem que ser contidos. O conhecimento da causas dos problemas indica o método de manipular estes seres, mas não por um dialogo conforme o seu caráter. As cerimônias usam o poder criador para controlar os entes secundários.

Os mitos criam esta estrutura, mas não os atributos morais para entrar em um acordo e a cooperação em uma comunidade. O prefácio do livro de Gentil afirma que: ‘Essa cosmogonia tukana é de grande beleza, politeísta e envolvendo ciclos em que a natureza é renovada, por súbitos cataclismos, produzidos pela lutas entre deuses . .’
[30] Os mitos se fundam sobre o pensamento de aceitar o mundo como existe, sem um padrão ou um propósito de melhorar. Isso é importante porque o sobrenatural não é independente ou transcendente para ser o referencial de todas as características pessoais, quer os atributos de caráter intelectual e moral, quer vontade e soberania. A base da moralidade é manter o equilíbrio da natureza. Entretanto o misticismo do Tukano mostra um desejo melhor.

O número limitado dos mitos que consideramos não há evidencia de um supremo Ser ou deidade por cima dos Criadores. Alternativamente este Ser se afastou do conhecimento dos Tukanos completamente que ele não tem lugar na sua cosmologia. O O’akhë é uma deidade muita secundária. Encontramos Terra, Sol, Lua, Trovão, Nuvem, e ‘as Medicinas’ etc. como uma grande ‘maloca’ de super-pajés que comunicam seus segredos pela ‘convivência’, tratando de aquém mais que o além.

O nome Õ'âkihi foi adotado na língua Tukana para o Deus bíblico, durante a tradução do NT. é um Ser supremo, pré-existente, eterno e criador do mundo. Jesus ficou Jesu, portanto, uma terminologia introduzida do Português. Parece um título que é traduzido Criador, que pode dar a impressão ao conceito cristão de Deus. ‘Não é genérico, mas tem um conteúdo nos mitos, atribuindo autoridade, poder gerativo, significa ‘filho de osso’, um nome que aparece em muitos mitos dos povos vizinhos. É interessante que na cosmologia Baniwa e Kuripaco, o principal criador é Nhapirikoli, que significa “filho do osso”. Em Yuhup é Kë’-Teh e em Hupda K’eg-Teh também “filho do osso”. Nestes casos, porém, não houve processo de cristianização dos termos.
[31] Pozzobon, descrevendo os Hupda, que eram influenciados pela cultura Tukana, pergunta se o nome Filho do Osso é uma possível alusão ao pênis, também chamado de osso. [32] Talvez Pozzobon cite um eufemismo usado pelos índios. Porém no caso dos Yuhup, Kë' é "osso da canela (da perna)" e Teh é "filho", portanto, Kë'-Teh é literalmente "filho do osso da canela". A idéia não é do ser original, muito menos de um deus transcendente, mas ‘filho de’ significa o surgimento de uma divindade de um osso, dentro da história cosmológica; ela chega a existir de uma parte da natureza. Por isso não apenas uma metáfora, fazendo uma comparação entre uma parte, mas impessoal da natureza. A Bíblia conhece Aquele que fez Eva de um osso, e também fez o osso, e provavelmente isso é metáfora por um processo criativo mais complexo (Gn 2:22). Eva não é deusa.

Os judeus, em traduzir o VT para o grego, e assim lançar o alicerce da terminologia do NT, tiveram o mesmo problema com o termo theos. Pois nunca foi usado pelas religiões gregas de um Ser Supremo, e os theoi eram muitos e uma parte da natureza, não eram fora da criação, e não controla todas as coisas. Os Criadores são aparecidos. Com a filosofia theos tornou-se um conceito abstrato e impessoal. Apesar disso os tradutores estabeleceram theos por el, elohim, etc. do VT e a expressão ficou mais limitada do que os nomes originais no hebraico.
[33]
Achamos que os pontos salientes dos mitos Tukano podem ser resumidos em quatro:
1. O Conhecimento dos Criadores.
2. A Comunhão com os Criadores.
3. A Comunidade ou sociedade criada por este comunhão e
4. A Cooperação com Deus na natureza.

Tratamos estes quatro do ponto de vista cristã nesta ordem:

A Criação revela o Criador

A necessidade do Tukano é conhecer a identidade de Deus, através o ato da criação e depois por seus nomes. Todo povo alcançado deve ser ajudado, desde o princípio, formar uma cosmologia bíblica conforme sua situação com uma cosmogonia. O Cristianismo descreve a criação do nada por Elohim, um independente Ser Pessoal. O ato de criar e de completar com a forma e o conteúdo é por comunicação verbal do Ser, demonstrando conhecimento e autoridade de realizar seu propósito, mas fora ou distinto de Si mesmo. Ele faz tudo sem corpo ou funções corporais, e mantém sua transcendência da própria criação. Esta comunicação é com consigo mesmo ou com seu Espírito (Gn 1:2), estabelecendo os processos cósmicos e terrestres do meio ambiente, e descrito na forma que o homem ia conhecer, e afinal ele a julga de ser exatamente conforme seu querer (Gn 1:31). Logo Deus se revela de ser um Ser pessoal, inteiro e independente, sem limitação, para criar relações pessoais da sua própria escolha e determinação.

A mesma autoridade interpessoal e bondosa que cumpre sua vontade pela sua palavra, continua no seu relacionamento com o homem. Os mesmos três instrumentos de Deus: o seu Propósito, sua Palavra e seu Espírito se desenvolvem na história de Israel e com Jesus, fora das teofanias e milagres, nos quais Deus tem um contato mais íntimo com a natureza. Estes três são o meio normal de governar a história, especialmente usando homens ou profetas cheios do Espírito, declarando a Palavra e assim conseguindo o Propósito de Deus. Deus é chamado Javé para o mais detalhado e intimo criação da humanidade (Gn 2). O homem dominante deu nomes aos animais, que significa ter autoridade sobre todos os outros seres viventes.

Em contraste com os Criadores: 1. Deus cria tudo sozinho, sem auxiliares. 2. Ele consegue criar o mundo muito bom, sem falhas e maldades, como Trovão, o Lua, etc., ou Kegn Teh dos Hupda. 3. Ele não se afastou da criação como muitas deidades supremas; nem deixou a criação incompleta ou a delegou para outros. 4. Deus criou por comunicação com autoridade, e continua um relacionamento direto e intimo por comunicação verbal e moral, tratando a humanidade como seus representantes responsáveis. 5. A criação não é uma emanação da natureza do Criador, e nosso relacionamento com Ele não é de deificação, mas de pessoas distintas com comunicação verbal e responsabilidade moral. 6. A sua providencia é a continuação da sua autoridade e propósito para a criação.

A comunhão de Deus perdida – a origem do Mal

Nos mitos a origem do mal é por uma rebelião, inveja e as infidelidades dos Criadores. A moralidade humana é para sobreviver, por manipular os poderes, que competem entre si. Toda a natureza é animada e é perigosa se faltar as cerimônias que os próprios deuses usavam para estabelecer o universo. No conceito da Bíblia com um só Deus transcendente, quem se relaciona com o homem diretamente pela palavra, e sem cerimônias, é o homem que desobedeceu em um relacionamento pessoal e imediato. A natureza foi encontrada personalizada pela serpente, que é sagaz, capaz de mover em toda direção, isso é amoral. Ela necessita a autoridade humana para corrigir seu erro; mas o homem aceita a autoridade da natureza personalizada contra a comunicação preceptiva explicita de Deus Criador.

Há pelos menos três conseqüências disso. O homem rejeita a comunhão com Deus e a revelação na própria natureza (Rm 1:19ss), tentando criar uma natureza personalizada para adorar (Rm 1:23). A serpente era a primeira. As conseqüências são claras, entregues a perde da revelação, manipulação da forças naturais,inclusive o sexo, depravação e violência (Rm 1:26-31) e a pena jurídica da morte (Rm 1:31). Porém estas são modificadas pela misericórdia. O relacionamento é estruturado ainda conforme a Vontade, Palavra e Espírito de Deus, na forma de uma aliança (berît); aceitando a reconciliação providenciada pelo próprio Deus, seja pelo êxodo, seja por Jesus.
Os Nomes Bíblicos de Deus

Deus do evangelho, baseado na aliança, oferece comunhão e seus nomes o identifica para o invocar, celebrando seus diversos atributos e atos. Nomes bíblicos eram simbólicos, descritivos do caráter, e muitas vezes profeticos. A vida e o carater da pessoa foram preditos pelo nome que os pais deram (por exemplo Mt 1:21). Nomes eram mudados por motivos de apostazia etc. por exemplo Esbaal, homem de Baal (1 Cr 8:33), foi mudado para Isbosete, 'homem de vergonha' (2Sm 2:8ss) e Acaz, um dos reis mais apostatas (2 Rs 15:38) era abreviado do nome Jeoacaz, assim eliminando a associação com Javé.
[34] O nome que usamos por Deus identifica não somente de outros, mas atribue-lhe seu caráter (Sl. 23:3; 79:9; Is 48:9), sua presença (Dt 12:5), e algo do seu relacionamento para com os homens. Ralph Smith comenta: ‘O nome de um deus no mundo antigo encerrava poder e podia ser ou perigoso ou beneficiente. Se Javé não tivesse revelado seu nome, o adorador não poderia invocá-lo e não havaria culto.’[35] Para usar um nome errado não o invoca, mas pode provocar um retorno inesperado!

Israel usava diversos nomes para Deus: Alguns nomes eram comuns com outras crenças no Antigo Oriente Médio com El, Elohim e Elyon. El é supremo e único Senhor. Elim, seu plural não é usado do Deus da Bíblia. Eloah indica seu poder. Elohim é o plural d Eloah, mas tratado como singular e indicava que Deus era poderso, resume tudo o que é Deus, e digno de temor, o nome mais usado (2 500 vezes) fora de Javé. É combinado muitas vezes com Javé. Adonai significa ‘Senhor meu,’ Dono ou Amo de escravos; mas é quase sempre combinado com Javé o nome da aliança (Gn 15;2,8; 18:2; Ex 4:10s; 2 Sm 7:18ss e em Salmos e Isaias), que dizer somos servos, mas ao mesmo tempo filhos pela graça, um tema que continua no NT (Lc 2:29; Rm 1:1; 6:6ss).

A Bíblia apresenta um equilibrio entre a universalidade de Deus como el, um nome usado em muitas das culturas e o nome Javé o nome pessoal de Deus, expressando a experiencia do povo dele. Alec Moyter diz que Javé deixou de ser usado depois da vida de Abraão porque Isaque e Jacó tinham mais contato com os canaeus e os arameus e depois com os egipicios, e passaram a identificar sua experiencia de Javé das promessas a Abraão com o nome universal de El. El era aceitado como o nome do culto da era patriarca e Baal foi rejeitado por ser associado com culto cananeu de fertilidade. Chris Wright comentando em Dt 12:3 diz que Israel foi mandado apagar os nomes dos deuses conhecidos dos cananeus.
[36] Elohim, o plural de Eloah, é usado como singular significando de um modo intensivo sua plenitude de poder. Há uns onze nomes com acresimos de Elohim ou Eloah, marcando eventos significante na história de Israel, como Elohay Yishi Deusda minha salvação (Sl. 18:47).

Significante para nosso propósito é que acrescentarm nomes conforme suas experiencias de Deus, no processo de manter a fé em Javé que deu os promessas. El Shaddai era o mais usado e signifca Deus todo poderoso (Gn 17:1; 28:3; 35:11; 43:14; 48:3). Quando os patriacas sentiram sua fraqueza diante dos crises da vida ele encorajaram-se pelo caráter de Deus representado por este nome. Outros acrescimos ao Deus supremo: El Elyon, Deus exaltado (Gn 14:18-22); El Betel (Gn 31:13); El Roy (Gn 16:13); El Elohe-Israel (Gn 33:20); El Olam (Gn 21:33). Dando lhe estes nomes, o Deus único e universal está identificado com o Deus deles conforme a revelaçao dele e a propria experiencia dos patriarcas. Há uns 16 nomes combinados com El.

Deus disse (Ex 6:3) que os patriarcas o conhecia como El Shaddai, e não como Javé. Mas El Shaddai aparece poucas vezes em Génesis e Javé é usado pelos patriarcas uns 45 vezes, todos concentrados na vida de Abraão. El Shaddai é destacado na experiência dos patriarcas por significar o poder no sentido da abundacia dos recursos de Deus (Gn 17:1; 28:3; 35:11; 49:25). Javé é qualificado por um acresimo por Abraão uma só vez em Javé proverá (Gn 22:14). Alec Moyter demonstrou que o sentido de pelo meu nome Javé não me revelei a eles, os patriarcas (Ex 6:3) é conhecer pelo caráter expresso pelo nome; os patriarcas não tinha conhecimento do significado do nome de Javé.

Javé é o nome pessoal escolhido por Deus que expressa o relacionamento pessoal com seu povo, e usado 6 500 vezes. Em Exodo Deus revela seu nome duas vezes. Ao explicar o nome Javé, Cole entende a pergunta hipotética dos Israelitas a Moisés ‘Qual é seu nome?’(Ex 3:13). Não significa que nem Moisés nem os Israelita não sabem o nome de Deus, o sentido era: ‘Deus se revelou a você sob qual título novo com significado revelante para a nossa situação atual?’ Javé (v.15) é a abreviação e explicado por ‘Eu sou o que eu sou’ e ‘Eu sou’(v.14).
[37] Alguns estudiosos pesnam que o nome realmente é Eu sou. [38] No contexto o nome significa: Aquele que é presente e atuante para redimir Israel do egito, o encontrar e cumprir as promessas. Não me revelei a eles como Javé deve representar a diferença entre a promessa, ainda não atualizada no Exodo, e o cumprimento de Deus atuante em liberar e formar Israel como uma nação testemunha entre as etnias do mundo.

Então temos um progesso de enfase pelos uso dos nomes: Javé usado para revelar as promessas durante a vida de Abraão, El Shaddai usado para enfatizar que Deus é poderoso com todos os recursos para cumpir no futuro para Isaque, Jacó e os Israelitas no egito, e agora, com o chamado de Moisés, Javé explica este nome como Aquele Realizador, agora atuante no ponto de cumprir suas promessas. Assim com Javé, ele ia se provar seu caráter para Moisés e para Israel. 1. Serei contigo (Ex 3:12). 2. Prestarão culto . . . neste monte (Ex 3:12). 3. Estarei com você, ensinando (Ex 4:12). 4. Estarei com vocês (Ex 4:15). 5. Estabelecerei minha aliança (Ex 6:4s). 6. Resgatarei (Ex 6:6) 7. Dar-lhes a terra (Ex 6:4, 8). 8. Eu os farei meu povo e so Deus de vocês (Ex 6: 7). O fato que Javé é Ele o único e criador é o fundamento da sua ação, mas o significadodo nome está em toda sua ação a favor do povo.

O nome não era apenas um som pelo qual a pessoa é distinta das outras. Conhecer por nome significa chegar a um conhecimento pessoal e intimo pelos atos salvificos.
[39] Vemos isso em Javé conhecer Moisés ‘por nome’ (Ex 33:12,17), que significa: Javé falava com Moisés face a face, com quem fala com seu amigo (v11). Eu sou chama seus servos inclusive os Tukano para uma vida da fé em Aquele que prova sua natureza pelos eventos e sua interpretação. O auto-existente e autosuficiente habita na vidas dos humilde e manso.[40] Eu sou pode ser um nome para usar em culturas onde nemhum nome dentro da cultura ou de fora aceitavel. [41]

A segunda vez em Exodo que Deus revelou seu caráter depois do bezerro de ouro. Ele proclamou seu ‘Nome’ (Ex. 34:5-7): ‘Javé Javé . . significando compaixão, amor imerecido e justiça retribuidora, conforme a atitude humana. Javé é um nome pessoal, e por isso um caráter interpessoal e moral, mas normatativo que determina o relacionamento pessoal com o seu povo. Sua santidade exige separação ceremonial e moral e associações com o eroticismo ou fertildade estão eliminadas.

Há muitas combinações com Javé no V. T. Por exemplo: Javé Tsebhaoth(Senhor de Exercitos), seja de anjos ou soldados Israelitas, era o nome mais usado nos livros históricos. É de encorajamento quando os fracos enfrentaram problemas e inimgos maiores (veja 1 Sm 1:11). Para uma etnia pequena, como os Tukanos dentro de uma sociedade dominente de 180 milhões de Brasileiros, confiar no Deus de infinitos recursos é importante. A maior variedade de nomes são empregados mais em Jó, Salmos e Isaias, livros poeticos e de reflexão. Há também as comparações como ‘o braço de Deus’, que faz um contraste com o poder humano (Ex 6:6; 15:16; Dt 4:34; 5:15; 33:27; 2 Cr 32:8; Jó 40:9; Sl. 89:10,13,21).

A Shema (Dt 6:4-5) confirma este sentido do nome: Javé, o nosso Deus (é) um (‘echad) Javé. A frase não tem verbo. ‘echad também não tem a idéia de numérica ‘Úm’, mas significa singular, diferente, único em tipo ou espécie. Então o sentido é: Deus é o único na categoria de ‘Deus’ em contrate com os outros deuses, que por implicação não são realmente ‘deus’, ou Ele é singular e não pode comparar, ou Ele é unido em propósito e palavra e poder de realizar.
[42] Como Deus dissesse, ‘Javé é realmente Javé, quase uma tautologia, sou Aquele que vocês já conhecem e teve experiência de mim no êxodo e 40 anos no deserto.’

O nome Javé faz a conecção com as afirmações de Jesus e com o uso de kurios (Senhor), que traduziu Javé pela Septuaginta para o grego. As distinções pessoais da Trindade, dentro este Ser unido, Javé, só se destacam em Pai, Filho e Espírito, para realizar a redençao que envolve identifcação e habitação com os homens. O nome Pai é usado em uma forma limitada para Javé no VT, mas os profetas falaram de Javé em constante atividade na história humana, e sua atividade na criação e sustentando a natureza confirmava seu poder e empenho. Entre os testamentos para os Judeus, Deus havia se retirado do mundo perverso, e os anjos eram destacados. Com Jesus começou duas coisas revolucionárias: Jesus falava intimamente de Deus como seu Pai e ele mesmo com seu Filho, revelando o relacionamento da Trindade.
[43]

Deus como Pai toma a iniciativa e convida pessoas para entrar no seu Reino por uma conversão, e assim torna-se o Pai do discipulo. O conceito de reino com simbolos de coroas, tronos, realeza, poder absoluto, são estranhos à cultura indigena; mas isso não deve nos preocupar; pois Jesus revolucionou o conceito. Em contraste com os reis os discipilos tem que ser servos um dos outros (Lc 22:25). A atuação do Pai como Rei é uma irrupção no mundo como os mitos reivindicam, porque o Criador, o Filho, que fez todas as coisas, irrompeu no mundo pela encarnação e a experiência do reino está em dois estagios; o já da vida eterna. Isso é, o Reino é um holistico relacionamento com Javé com Pai, perdão, adoção, retidão e comunão, e o status de ser seu filho na sua familia extensa.

Desta maneira ele cumpre seu nome Javé, Deus compassivo e misericordioso (Ex 34:6). Mas o Pai do discipulo é Criador e Juiz também; e o reino final, o ainda não, o palingenesis ou restauração de todas as coisas.
[44] Enquanto os mitos olham para atraz, a realidade escondida e agora manifesta em Cristo, olha para atraz e para o futuro. O Tukano pode ter sua renovação dentro da renovação da criação por ser unido com Jesus pela fé em seu ‘Mito,’ o NT. Há um paraelo parcial com a descrição de Eliade. O nome de Pai ou Abba coloca os discipulos ao lado de Jesus em adoração e fidelidade.

O conceito verdadeiro de Deus envolveu muitos nomes dados a Ele, que não exaustam sua natureza e não são identicos. O Tukano e o crente de toda etnia provará Deus como seu Deus, enfretando os problemas da vida seguro no conhecimento pessoal que Javé gosta de se identificar como os humildes e ser o Deus deles. Deus com todos seus nomes se identifica ao povo Tukano em seu contexto, sua perplexidades, e não somente ao Cristianismo universal. Deus deve ser visto empenhado na salvação, entendido como sendo para a atualidade do povo, a perda de identidade, de segurança e os pecados e as tentações resultantes. O povo tem que pela fé se identificar com esta história bíblica e a história da sua etnia seja uma familias da terra buscando a mesma benção no seu tempo e ambiente.

A prática de dar nomes a Deus identica o supremo e úncio Deus como o Deus deles, atuante na sua vida e a sua situação. Não há evidencia de uma tendencia politeistica em Israel por usar diversos nomes. Não há evidencia de um monoteismo difuso, de uma coleção de divindades menores representando os atributos de um ser supremo, como Evans-Pritcherd sugeriu para entender as crença do Nuer.
[45] No catolicsmo popular há uma tendencia politeista de santos, mas Israel em dar diversos nomes a Deus não o confundiu com Baal, etc. nem o multiplicou em diversas manifestações locais. Até é possivel adoptar os termos hebraicos, el, elohim, javé, e usar abba, etc., com seu conteúdo bíblico, para enriquecer a experiencia espiritual do Tukano, e ser uma contribuição a espiritualidade universal, pois são supercultural, e não do portugues dominante nem do brancos.

Deus, ou melhor Javé, é poliônimo, mas ainda é em um único Ser pessoal, completamente unido em sentimento e propósito. É possivel que a pessoas de origem politeistia descobre as diversas nomes e o fato da Trindade um metodo para contraiar esta tendencia recebendo uma visão mais completa de Deus, que muito Cristão branco.

Deus se revela na natureza e na escritura, mas não era para dar apenas conhecimento intelectual de Deus, mas é a aproximação pessoal do Criador para se reconciliar com sua imagem, a humanidade, dentro sua criação. Conhecer Deus ‘significa comunhão, familiaridade íntima com alguém.’ É conhecimento do coração que envolve elementos intelectuais, emocionais e vocacionais.
[46] É conhecer por nome.

A Comunhão com Deus

Já referimos aos místicos judeus e muçulmanos. Eles admitiram que suas práticas pudessem ser perigosas, como os alucinógenos são perigosos em um outro sentido. Mas como os Sufi considera a experiência de Maomé o ideal, os profetas de Israel tinham uma intima e poderosa experiência da presença de Javé, que muitas vezes dava efeitos estranhos, e isso Israel também considerou o ideal. Porém esta experiência profética focalizou no Deus ativo e presente no meio ambiente e nos acontecimentos sociais e políticos do seu mundo contemporâneo em palavra e atos, e não no tempo primordial e sacro do mito.
[47] O foco não era a experiência em si, mas para o profeta servir na história para cumprir o propósito de Deus.

Deus prometeu seu povo antigo, ao ponto de entrar em uma terra desconhecida, sua presença ‘onde quer que eu faça celebrar meu nome.’(Ex 20:22-25; Dt 12:5; 14:23; 15:20; 16; 17:8; 18:6; 26:2), indicando um culto nômade, sem altares permanentes, o próprio tabernáculo mudando de lugar (2 Sm 7:6-7). A ênfase estava em Quem que do céu lhes falei, e ‘pelo ouvido e não pelo olho.’
[48] A comunhão é por Deus se revelar onde ele escolha, e não conforme lugares ou santuários impressionantes, especialmente do culto anterior. O altar é substituído por Cristo, morto e ressurreto (Ap 5:6-10).

Na encarnação a salvação cristã dependia da comunhão de Jesus, o Filho com o Pai (Lc 3:21; 5:16; 6:12; 9:18-20, 28-29; 22:40-46; 23:34, 46), pela presença do Espírito (Jo 14:17-21; 17:21). O apóstolo Paulo teve uma experiência mística que no fim era inexpressível (2 Co 12:1-6). Especialmente no exemplo de Jesus e também dos discípulos, a experiência de comunhão é vinculada diretamente com o serviço ao povo carente e ao trabalho missionário. A experiência ‘mística’ não era procurada por si mesma, mas sempre resulta em amor, compaixão, e obediência à palavra.

Os pajés e os místicos precisam ‘viajar’ para ter comunhão com as divindades; o Cristianismo experimenta Deus aqui na terra e na história. Em todas as religiões o homem busca e ‘voa’ para o ambiente sacro. O evangelho oferece ao Tukano cristão a comunhão do Criador, que não precisamos buscar para ‘subir’ a Ele, porque Ele já desceu na inspiração da Escritura e na encarnação do Filho (Rm 10:2). No evangelho, o verdadeiro Criador santificou sua própria criação como o lugar de comunhão de Javé - Pai pelo conhecimento dos seus atos e palavras, como o preparo para continuar sua obra em nossas vidas neste mundo. A promessa de Jesus é onde se reunirem dois ou três em meu nome (Mt 18:20).

A Vontade de Deus Transforma a Sociedade

O nome de Deus define seu caráter e relacionamento com a humanidade e para com o Tukano. Javé se revela como um Deus de caráter moral e a faculdade de autodeterminação, ou seja, de atuar conforme seu caráter ou atributos de santidade, amor, etc. com um propósito de formar uma comunidade de santo amor, isso é, a sua imagem. Ele espera uma reposta de fielidade e obediença à sua vontade compátivel com seu próprio caráter.

Javé também se revela como três iguais Pessoas da Trindade, com suas vontades harmonizadas, como fôsse uma só Pessoa. Elas formam uma comunidade moral de santo amor perfeito. No evangelho o Pai envia o Filho, e atraves das dificuldades de conviver com os homens o Filho demonstra tanto uma harmonização com o Pai, e também demonstra atitude de homem em obediença, cumprindo o propósito dos dois com harmonia de duas vontades, com comunicação e diálogo de oração. Os Dois enviam o Espírito para completar a obra, a favor dos Dois e a favor dos homens, estes sendo transformados em comunidade com as Tres Pessoas (Mt 28:19-21). Batismo para dentro (eis, não en At 8:16; 19:15; 1 Co 1:13, 15) o único só nome da Tres Pessoas significa entrar em um relacionamento como toda a atividade e comunhão da Trinadade, o batizando entreque a Jesus para a salvação.

Em tudo isso, Javé é livre como a Trindade em mútio conhecimento e comunicação, cada Pessoa cumprindo sua responsabilidade co-ordinado para o bem das Outras. Esta união de vontades em Deus tem implicações não somente para nossa fé, mas para o casamento, a familia, a comunidade e a sociedade em geral. Cada unidade não é dirigida por sentimentos vagos, com vontades em conflito, mas tem estrutura por cada individuo tem responsabilidade de comunicar, discutir e coordinar as vontades legitimas das outras, tudo comforme o que eu(Jesus) lhes ordenei. A vontade do Crador deve satisfazer tanto o individuo como a identidade corporativa da comunidade. Se a união moral de santo amor entre as Pessoas da Trindade implica na imagem de Deus na humanidade seja uma comunidade moral de amor com Deus e com seu próximo, a união de vontade em Deus implica na necessidade de democracia da sociedade, influeciada pela lei de Deus, como todas as secções da sociedade sendo representadas e participando. O modelo da Trindade em ação para nossa salvação contrasta com os Criadores.

O Deus de Amor e a Nova Sociedade


O que é cultura? É um conjunto de comportamento, crenças, conhecimento, característicos de um povo que se transmite de uma geração para outra e que resulta na história desse povo, na formação de sua sociedade e na perpetuação de seus valores. [49] É importante analisar a cultura, os mitos e opiniões para entender o que é necessário enfatizar no princípio do ensino. Uma cultura transformada pelo evangelho tem aspectos: 1. Que devem ser eliminados por ser proibidos biblicamente, e remover as associações velhas. 2. Outros devem ser transformados e dados novos sentidos. 3. Outros aspectos são neutros e ser usados em um contexto cristão. O amor de Cristo reconhece a importância de continuar a identidade étnica em forma cristã. Em primeiro lugar reconhecemos que Deus mudou a cultura de Israel (Jos 24:15) pela fé em Javé, com as promessas e a lei. Entendemos que a eliminação de uma cultura só se aplicava no caso de Israel como uma nação santo e modelo, eliminando os cananeus e outros (veja Gn 15:14-16). No ponto de vista da redenção em Cristo, a salvação é para remanescentes de toda etnia com suas identidades (Mt 28:20; Ap 7:9). A posição radical de considerar que toda a cultura Tukana não pode ser redimida e transformada deve ser evitada.

O NT enfrentou dois problemas de tomar uma posição em relação com a cerimônia judaica e os sacrifícios pagãos. Quanto ao primeiro podemos aproveitar a descrição de quatro atitudes que desenvolveram pela igreja primitiva, descritos por Arthur Patzia:
[50] 1. Havia Cristão que continuaram a praticar toda a lei e os costumes do Judeu. Um motivo por isso era a necessidade de conviver com parentes judeus (At 10:28). O perigo era sincretismo de irmãos falsos (Gl 1:7; 2:4; At 15:5). 2. Havia outros que praticaram os costumes judaicos parcialmente (At 15:20; Gl 2:14); conforme a necessidade de viver entre duas culturas. 3. Outros viviam conforme sua liberdade em Cristo (Mc 7:19) como gentio ou como judeu conforme a necessidade de conviver e testemunhar (1 Co 9:19-23). 4. Os demais gentios que abandonaram a cultura da lei e contato com judeus, e acabaram com uma teologia e liturgia helenista.

Paulo também relaciona a questão de comida oferecida aos ídolos com a questão judaica. O sacrifico aos deuses era uma parte integrante da vida antiga. A carne disponível para comer foi primeira oferecida aos ídolos e podia ser comido em uma festa no templo do deus ao qual o sacrifício era oferecido, ou vendido no mercado. Tinham quatro posições: 1. ‘Os fracos’, aqueles que aceitaram a realidade dos deuses dos ídolos (os Criadores! 1 Co 8:7-8). 2. Os que adotaram a posição de cautela para não ofender os fracos (1 Co 8:7-10). Procuraram uma situação neutra para comer. A igreja tomava esta posição que associação com ídolos era proibida (At 15:29). 3. Paulo tinha liberdade das culturas dos ídolos e dos judeus, por isso comer a carne não é proibida. Mas sua prática era controlada pelo amor de não ofender e ganhar outros para Cristo (1 Co 9:19-23). 4. Os fortes que reconheceram que os deuses (e os Criadores!) não eram deuses (1 Co 8:4-6; Is 44:19; Gl. 4:8-9) e ostentaram sua ‘liberdade.’ Entretanto Paulo aconselha o amor e cautela: Amor para com aqueles que temem a cultura e o culto velho (1 Co 8:7-12. Posição 3). Também ele aconselha cautela aos fortes por causa da associação com demônios, derrotados, mas ainda existentes, por isso é melhor não participar (1 Co 10:19-21). Adotou a posição 2. A tentação ao sincretismo é relativa conforme a pessoa e o contexto. A fraqueza não está na vitória de Cristo, mas no próprio Cristão (1 Co 10:12). Há uma semelhança entre o temor dos deuses e a escravidão aos costumes judaicos (Gl 2:4; 4:3, 25).

Márcia Suzuki descreve a sua experiência entre o Suruwahá,
[51] e aproveita as cinco possibilidades de um sistema usado no mundo muçulmano para uma igreja indígena. 1. Há grupos de Cristão que continuam a viver e praticar quase toda a cultura indígena, e sem separar da sociedade não cristã. 2. Outros que continuam com as coisas neutras, usando a língua, a musica e instrumentos indígenas. 3. Outros que mantêm os costumes não proibidos pela Bíblia. 4. Uma igreja indígena usando a sua língua, mas com liturgia e costumes brasileiros. 5. Uma igreja indígena que usa Português e formas e músicas brasileiras. A única coisa a favor de 5. é que a igreja é internacional! As outras quatro abordagens correspondem à atitude com a cultura judaica e os sacrifícios aos ídolos no NT. Posições 2 e 3 correspondem com 2 e 3 do apostolo Paulo nos dois casos acima.

É difícil decidir na prática o que é neutro e o que é proibido. Dois extremos podem ser abusados; permitir tudo que não é proibido ou praticar somente o que é explicito na Bíblia. Ambos as posições podem limitar a interpretação bíblica para o literal, ignorando as limitações na cultura da época. A fidelidade ao nome de Deus tem prioridade, sobre a cultura e as decisões. Pois Paulo dá um referencial de comunhão com Cristo, representada pela Santa Ceia (1 Co 10: 14-17). Há um fio de eventos históricos de revelação, de Promessas, Descendente, Encarnação, Cruz e ressurreição de Cristo pelo qual interpretamos a própria Bíblia (1 Co 10:4; Gl 3:16, 19). Mesmo este ‘fio’ tem que ser interpretado conforme suas culturas bíblicas, e traduzido para as culturas de hoje. É impossível definir conceitos importantes sem usar alguma coisa da cultura original. A revelação divina não consiste de apenas preposições, mas acontecimentos pessoais e históricos autênticos; e na forma de narrativa nos quais outras gerações se envolvem. Paulo dá uma advertência da história e cultura remota de Israel (1 Co 10: 6). A liberdade nos detalhes deve ser controlada por isso.

Um individuo e um grupo pode passar de uma posição para o outro conforme a maturidade; porém o assunto é discutido como fosse uma decisão de um obreiro. O amor é operativo, expresso por Deus em alcançando o Tukano, e envolve sacrificando seus direitos para o bem do outro, considerando o mais novo na fé, e exercendo cautela por aonde há ‘deus’ puder estar demônio. O amor tem que guiar os Tukano, apreciar sua identidade étnica e a sua cultura, que se formou quando eles não conheciam a Deus, e para decidir a transformação de elementos para a nova situação em Cristo, e distinguir os outros aspectos neutros ou para ser eliminados.

O ponto central na cultura Tukana é a cosmogonia confirmada pela interpretação dos alucinóginos e do sexo; e está em conflito com a de Deus. A imagem de Deus não é formada fenomenologicamente, mas por um profundo conhecimento de Deus, pois ela consiste do caráter de Deus. Nota-se que no exemplo em cima, Paulo quase define a Trindade (1 Co 8:5ª). No Cristianismo, o mais pessoal das três religiões monoteistas, o relacionamento com Deus é caraterizado por amor.
[52] Esta é uma mensagem absolutamente nova no mundo e desconhecida aos pagões. [53] A encarnação revela a comunidade da Trindade como uma comunidade de amor santo, e assim entendemos a lei de Deus, que o povo de Deus reponde ao seu amor por criar uma nova sociedade como uma comunidade de amor. [54] O amor a Deus e ao vizinho não é estatico e sim prático. Javé ama justiça (Sl 11:7; 33:5; 37: 28; 45:7; 97:10) e a devoção a Deus envolve os mandamentos, que definem os relacionamentos de sexo, familia, propriedade e emprego. O amor é definido por estes padrões, cumpridos no exemplo de Jesus, que é o modelo para o cristão. A identidade de um povo está na sua cultura; o amor é necessário da cultura e do povo para achar a adaptação da cultura, aplicando os novos valores e práticas.

A sociedade de Israel era descentralizada como a dos Tukano; a aliança com Javé e as suas instituições sendo um vinculo nacional. Os códigos da lei projetaram a sociedade de consistir de povoados quase autonomia e responsáveis por sua própria administração e judiciária (Dt 16:18—17:2-13, veja a descrição de um ancião Jô 29:7ss). Esta situação continuou em baixo da centralização imposta pelas monarquias, e a economia latifundiária que resultava.
[55] Deus se revela com o rei e pai; não como o rei arbitrário dos cananeus que era dono de todo imóvel na cidade e até ele controlava o santuário de baal, e a população eram seus servos. Ele era um rei sobrenatural que defende, dá segurança e leis para o homem formar uma comunidade de iguais, com acesso igual a Deus. Sobrenatural, porque ele controla a natureza como uma parte integral do seu reino.

Talvez hoje em dia a maloca seja um ideal tradicional; muitos Tukanos moram em casas, a maloca sendo usada só por reuniões públicas ou festas. A unidade em Israel era o beth-ab, um casal que mora juntos com pelo menos um filho e sua família, e muitas vezes outros filhos e servos. No NT era normal ter mais do que uma família nuclear morando juntos, e as igrejas, não tendo templos para usar, reunirem-se espalhadas em grupos nas casas maiores dos membros; talvez o dono fosse o presbítero. Jesus falou que Na casa do meu Pai há muitos aposentos (Jo 14:2) que ele preparará por nós. Aposentos (monai) significam compartimentos ou cômodos juntos em uma casa maior, semelhantes aos compartimentos aos lados de uma maloca. Implica na permanência da união com Cristo e o Pai. Não há nada Cristão de insistir que os índios devem se separar em casas de famílias nucleares, como os brasileiros. Isso, apesar de que os Salesianos acusaram a maloca de ser incestuosa. Aqui os brancos devem aprender muito para viver em comunidade, contra a preferência de cidade e a igreja grande. A Trindade oferece comunhão para grupos pequenos, unido sob o Abba Pai, todos compartilhando da responsabilidade, como fosse um grupo patrilinear tradicional. A maloca pode representar o corpo de Cristo, como a estrutura que expressa a briga os crentes e convida os incrédulos.

Na cultura Tukano é importante imitar os deuses Criadores, inclusive o sexo do primeiro casal, Primeiro Avô do Mundo e Ye’pá, cujo sexo começou a criação. Na cerimônia de casamento dois esteios de madeira para representar o casal são colocados no meio da maloca e para eles terem sexo 'em público' que é considerado como algo que agrada os Criadores.
[56] Entretanto Javé ou Pai não é sexual e valoriza a mulher. Sob os Criadores as mulheres podem sofrer infanticídio, são ‘roubadas’ exogâmicas das suas famílias, e se se recusarem de ficar, são estupradas. São forçadas a terem relações sexuais como participação dos rituais; e a cima de tudo, lhes é negados o direito de conhecer aos Criadores ou ver as flautas sob a ameaça de ser mortas por veneno.

O amor a Deus e ao vizinho exclui o sexo fora do casamento. A comunidade da Trindade, portanto uma sociedade em amor com Ela e valoriza relacionamentos estáveis e fieis (Dt 5:21). A mulher é respeitada. Deus viu que a criação era muita boa só quando a completou com a criação da mulher (Gn 1:21,30; 2:18-24). Até a mulher cativa em guerra não pode ser escravizada ou estuprada, mas casada depois de um mês de luto ou deixada livre (Dt 21:11-14). A família exogâmica patrilinear deve continuar, mas as mulheres serão escolhidas por amor e respeito.

As flautas, trombetas e tambores, de um lado devem ser destruídos se a associação anterior é forte; porém do outro lado eles podem ser usados para o louvor. Uma mudança nos corações é só pelo amor de Deus e para com seu irmão. Porém a música é a língua das emoções e a etnomusicologia está desenvolvendo, deve achar um lugar entre os Tukanos.

Chupar o corpo para curar e soprar sobre o doente, sem a fumaça do tabaco, em si mesmo pode ajudar como ação sacramental, mas a explicação conforme a tradição tem que ser modificada. As palavras para espírito (ruach e pneuma) referem ao movimento do ar, seja o vento, seja a respiração. Jesus respirou sobre os discípulos para receber o Espírito Santo (Jo 20:21-22) para pregar a entrada na comunidade de perdão e comunhão do Criador.

Os pajés zombam dos brancos por ter seu conhecimento, inclusive de Deus, em livros, como eles tivessem esquecido dele. Porém os mitos estão vividos na mente do Tukano, e transmitidos de uma geração a geração no intimo do povo. Semelhantemente, os Quirguizes da Ásia Central consideram suas legendas ‘mortas’ quando são escritas. Por mil anos, a tradição do seu herói, Manas com seu cavalo mágico, era transmitida oralmente por contadores chamados manasjis. Muitos povos da África Oeste têm seus Griots. A tradição bíblica estava em forma oral também, falada e decorada, antes de ser escrita. Para citar o VT os apóstolos não podiam carregar um baú dos rolos com eles! A oralidade de muitas culturas exige que o cristão decore muitas escrituras chaves, e tenha a liberdade de meditar e desenvolver a comunhão com a presença e explicar sem referir constantemente ao papel, na liturgia Tukana.

O Espírito Santo nos prepara para ser filhos do verdadeiro Criador e Pai de Jesus Cristo. O uso de alucinógenos é um abuso da revelação geral que é clara na natureza (At 14: 17; Rm 1:20ss) e por Deus (ter) distribuiu a todas as etnias (Dt 4:19; At 17:24ss). O uso é uma tentativa de achar uma revelação alternativa que não foi dada. Mas Deus deu uma promessa com arrependimento os que procurarão o SENHOR, o seu Deus, e O acharão (Dt 4:29). O Espírito Santo atua para este fim para que vejam o Reino pela regeneração (Jo 3:8). É interessante que o grande líder e missiólogo, Zinzendorf descreveu o Espírito Santo como uma Mãe, não na sua Pessoa, mas no seu trabalho no intimo do crente.
[57] A atividade do Espírito Santo no crente pode ser considerada como materna. Esta comparação ajuda a substituir o papel de Ye’pá, ou seu substituto pelo Catolicismo, a Virgem Maria.

O evangelho cria uma nova sociedade para o Tukano, que ainda é identificada com a cultura, que é redimida e transformada para que o Tukano participe da imagem de Deus na eternidade. Aprendendo o conceito de comunidade na Bíblia é o alicerce da sociedade indígena cristã.

A Cooperação com Deus pela Providencia na Natureza.

Os mitos dão uma explicação da existência dos Tukano, e acesso ou comunhão com a verdadeira paisagem na qual estão dependentes, e como conviver ou participar desta realidade para o seu bem-estar. Precisamos de uma teologia integral
[58] ou ktisoteologia, e em uma etnoteologia[59] Pois a vida humana está controlada por um Deus pessoal e todo poderoso, não pelo azar, destino, ou os espíritos e os ancestrais. Quando estabelecemos o nome de Deus e sua identidade, em seguida temos que demonstrar que Ele sustenta, preserva e governa a natureza. Ele preserva criando o tempo cíclico e governa todas as coisas criando o tempo linear. para o animista,a doutrina da Providencia é importante.

A Criação é para a glória e bem-aventurança do Criador (Gn 1:31; Sl 24:1; 89:11) e a floresta amazônica é sua. A humanidade, isso é toda etnia inclusive o Tukano recebe seu território com um donativo gratuito e com a responsabilidade ser mordomo por ele. Na sua providencia Deus distribuiu os territórios na condição ‘que o buscassem’ (At 17:26). Israel era um paradigma disso, recebendo a terra de Javé como uma responsabilidade, a ecologia condicionada em fidelidade e obediência a Javé. Cada cidade ou clã tinha seus lotes e cultivação e direito aos pastos entre as cidades. Cada família recebeu sua porção por doação eterna, que não podia ser vendida permanentemente.
[60] Também o povo Tukano tem suas terras, cada maloca suas roças e áreas de caça e pesca, e cada família sua parcelas dentro disso.

O homem é servo de Deus para cuidar do meio-ambiente (Gn 1:28; Dt 20:19s;22:1-6; 25:4), que com autoridade da imagem divina, não rende-se as forças ou os instintos da natureza. O grande Antropólogo Criador tem prazer em ver como as diversas etnias da sua imagem se adaptam a variedade de paisagens, como nômades ou cultivadores, nos desertos, florestas, campinas ou na tundra. A terra de um povo não é imóvel que ser transferido para outros, mas é integral à identidade do povo. Vemos isso nos casos de muitas nações, inclusive o Brasil, que usam o mapa do seu território como emblema nacional. O Tukano opera um sistema de coleta vegetal, de caça e de pesca e também de agricultura itinerante, e como nômades no mundo inteiro, sofrem do mau entendimento que a terra do nômade não é usada! Porém o solo não sustentaria outros usos mais intensivos. Sua terra não é apenas um recurso material, mas é parte integral da sua identidade, cultura, história, e como vemos da sua cosmovisão. É na realidade a terra é de Javé, do Pai de Jesus Cristo a Quem os Tukanos são responsáveis.

O animista entende que a natureza não é 'coisa' para ser tratada sem dignidade ou respeito, mas deve aprender que a Comunidade onipresente de amor santo do Pai, do Filho e do Espírito Santo está sustentam e governando no meio dela, dando lhe prazer (Jó 38-39; Gn 1:30). Na criação Deus estabeleceu os processos naturais com que ele opera constantemente e nos quais temos que lidar e depender para nossa vida. A transcendência de Deus pode ser mal entendida como distancia e indiferença. Deus é transcendente por sempre tomar a iniciativa, sobre a natureza, sustentando e determinando os acontecimentos. Ele é atuante em todo lugar, ambiente, tempo e estação. A Trindade com seus papeis do Pai de iniciar, o Filho para realizar e o Espírito para aperfeiçoar estão ativos em todo aspecto do meio ambiente para completar a restauração da sua imagem, o homem. O indígena coopera como uma causa secundária com a Primeira Causa que é Javé, Pai ou a Trindade.
[61]

O Antigo Israel ocupou a Canaã, conhecida por ser boa para pasto pastoral, e a descrição de mel e leite indica terra mais apropriada para nômades pastorais. A agricultura na cordilheira central era precária e dependente de irrigação cautelosa, com os campos construídos em terraços nas ladeiras das colinas. Para sustentar uma população permanente do tamanho de Israel dependia das chuvas e o orvalho copioso, que Deus prometeu conforme a fidelidade do povo. Cada família tinha seus campos perto do povoado de poucas centenas de pessoas. Pouco antes da conquista por Israel, uma argamassa foi desenvolvida para fazer cisternas subterrâneas prova da água, para poupar a água.

A maior tentação para Israel é acrescentar o culto de fertilidade dos Cananeus para uma prática nominal do culto de Javé. O culto Cananeu usava lugares sagrados com uma pedra fálica que representava Baal e um poste sacra de madeira para sua 'esposa' Aserá (Dt 12:3; 16:21). Os mitos do Tukano caem no mesmo erro de Israel; sem perceber que é o Criador que providencia tudo pela natureza.

A lição de Mt 6:23-34 é pertinente a fim de aprender que Deus tem intima cuidado e envolvimento com a natureza. A certeza que Deus controla a natureza é a base para as parábolas da natureza e garante sua atuação em estabelecer o seu Reino entre os homens. A providencia e a salvação são dois aspectos do reinado de Deus. No seu ministério Jesus demonstra esta autoridade; 28% do texto do Evangelho de Marcos consiste de parábolas de natureza, milagres sobre a natureza ou curas e expulsão de espíritos. A suprema autoridade de Jesus nesta área é revelada pelo número de ocasiões; os espíritos tentam tomar o poder sobre Jesus por identificar o como o Santo de Deus (Mc 1:23-28), o nome de Deus muito usado em Isaias.
[62]

Há um aspecto escatológico, isto é, a criação é permanente na restauração de todas as coisas (Is 65-66; Rm 8:18-22; 2 Pd 3:10-13; Ap 21-22). O missionário, ensinando o animista pode não ter uma doutrina do futuro da criação. Mas como Berkouwer diz, esta paisagem será restaurada de alguma maneira transcendente.
[63] deve reconhecer que o Filho, o Salvador pessoal do evangelho dos 'brancos' é o Criador (Jo 1:1-3; Col 1:15-20; Hb 1;3; Fp 2:10) e atua em toda estrela, arvore, rio e animal e em todas as forças naturais. Cristo tem toda a autoridade e atuação dentro da natureza e acompanhada pelo Espírito que também criou (Gn 1:2; Sl 33:9; 104:29-30; Jó 26:13; 33:4). A Sua variedade e beleza será renovada, inclusive a floresta amazônica. A moralidade e a saúde ecológica são ligadas até para o futuro mundo; como nossa santidade está ligada de alguma maneira com a perfeição na presença do Senhor Uma etnoteologia[64] para o animista.

Os espíritos são derrotados.

Um crente crioulo e comerciante em San Juan da Manapiare, na Amazônia da Venezuela acrescentou ao evangelho a crença indígena dos dueños ou espíritos de guarda dos animais. Estes eram associados com certas espécies que protejam as outras espécies menores do seu tipo de animal. Um outro técnico crente também aceitou a mesma crença com respeito a sua horta. Os dueños das plantas são associados com certas pedras na mata. Ele trouxe algumas dessas pedras para colocar na horta. A razão por isso é que o evangelho, apresentado pelos missionários evangélicos, expressou só a salvação eterna do individuo, e não uma doutrina acerca da natureza na qual dependia a vida dos índios e dos crioulos.
[65]

A doutrina da Providencia deve ser ensinada cedo como a atividade exclusiva do Criador, e os espíritos e deuses como usurpadores que tentam interromper nesta atividade. O cuidado da terra é uma exigência de Deus como O Dono dela (Dt 24:4 21:23). Porque a criação é distinta, mas dependente de Deus, e porque é feita pela palavra do Senhor, é ‘de-sacralizada’ diz Wright.
[66] Ele explica que até Deus personifica a natureza, que reflete que ela pertence a ele; mas para personalizar a natureza no fim despersonaliza Deus- ele fica retirado ou esquecido – e desmoraliza o relacionamento do homem com Deus, tornando a adorar e imitar os processos naturais. [67] A fé deve atribuir e agradecer somente ao Criador toda a Criação e a Providencia.

Jesus expulsou os demônios pelo dedo de Deus ou o Espírito, e assim Ele demonstrou que não pode ser de Belzebu, isto é, usar o poder dos espíritos contra outros espíritos. Jesus derrotou os poderes e espíritos na cruz, e livrou a natureza deles (1 Co 8:4-6). Os Colossenses tinham deixado o paganismo recentemente e por sua carta Paulo combateu um sincretismo de elementos animistas e judaicos baseados em tradições humanas (Cl. 2:8; veja Gl. 4:3). A condenação pela lei dos homens como pecadores traz também o domínio dos poderes e espíritos, sejam humanos, cósmicos ou da natureza contra Deus. A lista dos seres é compreensiva (Rm 8:38; 1 Co 15:24; Ef 1:21; 3:10; 6:12; Cl. 1:16; 2:10, 15; Gl 4:3). De novo a solução da moralidade está ligada com nossa paz na criação.

As conseqüências são tres: Devido à vitória de Cristo na cruz sobre a raiz dos deuses e criadores, a igreja não precisa usar meios militares contra os deuses, como Israel fez contra os cananeus. Cherem, jihad e cruzada não são opções para o Cristão.

Os verdadeiros auxiliares de Deus são os anjos, que estão constantemente ativos, mas não falam de si mesmos, mas de Deus. Quando eles aparecem aos homens apontam para a atividade de Deus e provocam louvor a Deus: Abraão (Gn 18), Jacó em Betel (Gn 28:10ss), Josué (Js 5:13s), Gideão (Jz 6:11-24), Isaias (Is 9), José (Mt 1:20), Zacarias (Lc 1: 11ss), Maria (Lc 1:26-38), os pastores (Lc 2:13ss), etc.

O controle de Jesus sobre o cosmo e a natureza é um fundamento para tudo o que ele faz em nossa vida pelo Espírito (Ef 1:10 com vv11-14; 1:20-22 com v23 e Cap 2; Jo 1:1-9 com v12 e o resto do evangelho). Toda autoridade nos céus e na terra (Mt 28:19), envolve o sustento da natureza, para realizar a sua missão universal. Portanto o animista cristão pode continuar a ter seu relacionamento semiótico com a natureza, porém como os espíritos da sua cultura vistos como invasores, sem direitos a atuar na Criação do Pai, do Seu Salvador pessoal e o Espírito que habita no seu coração.

Conclusão

Os Tukano baseia sua sociedade na revelação de cosmogonia, e a vida social, a fertilidade e as soluções dos problemas da vida se baseiam nos pajés ter a capacidade dada pelos Criadores para capacidade aos pajés manejar os espíritos da natureza. Resumimos quatros pontos de importância para o povo Tukano nos seus mitos: 1. Seu conceito dos Criadores como a realidade atrás a natureza fenomenal. 2. A Comunhão com os Criadores, pelos pajés, dá a habilidade lidar com as dificuldades da vida. 3. A Comunidade criada por esta comunhão. e 4. A Cooperação com os Criadores na natureza.

Um povo evangelizado pode ser ainda não alcançado, se é um povo que não tem uma cosmovisão com um conceito bíblico de Deus. Este conceito é supracultural, e deve ser integrado com sua cultura transformada de uma maneira que reflete o amor de Deus para com pessoas e as próprias tradições, sem comprometer ou misturar o evangelho com suas crenças. Um conhecimento mais completo do nome de Deus, seu caráter e seus feitos, levado à experiência própria é a maior defesa contra o sincretismo.

1. A escolha correta do nome de Deus é essencial para não confundir Deus e Seu Espírito com um deus ou espírito dentro da cultura, que o nome não prova no fim de ser inadequado. A Bíblia dá uma rica escolha de nomes que relacionam com as circunstancias do povo. A prática da Bíblia mostra que os nomes usados de Deus relaciona com a situação especifica do povo. Ele se identifica com o povo Tukano e seu contexto, e não somente ao Cristianismo universal.

Deus deve ser visto amplamente empenhado na salvação que é entendida como sendo para a atualidade do povo, a perda de identidade, de securança e os pecados e tentações resultantes. Os nomes de el e elohim são de associação universal, e Deus é único e singular, com uma vontade e um propósito e sua ciração é apenas o começo da sua providencia para como a natureza e os homens. Sob o nome de Javé, o ‘Eu Sou’ Deus relaciona initmamente com a humanidade, dando vida e exigindo comunhão e serviço (Gn 2, 3, 4:26-5:2; 9:1ss; 12:1-3, 13:14; 15:1ss; 17:1ss, etc.). Apesar disso o homem não adorou ou reconheceu a Deus, porém Javé se revelou como um Deus de caráter moral definido, criando um povo modelo entre as nações, com a preservação do ambiente dependente da fidelidade do povo que deveria refletir seu caráter. O Tukano não uma noção de pecado claro.

2. O Cristianismo experimenta Deus aqui na terra e na história, e Ele se revelou como a Trindade pela obra da salvação, em umma comundade de amor santo. Deus tornou-se homem Jesu e revelando Deus com Abba Pai. O evangelho oferece ao Tukano cristão comunhão com o Criador, que não precisamos buscar para ‘subir’ a Ele, porque Ele já desceu na inspiração da escritura e na encarnação do Filho. No evangelho, o verdadeiro Criador santificou sua própria criação como o lugar de comunhão e de realização de sua vontade. Devemos cultuar a presença e comunhão de Deus pelo conhecimento dos seus atos e palavras, como o preparo para servi-lo neste mundo.

3. O conhecimento de Deus demonstrado pelo evangelho cria uma nova sociedade para o Tukano, que ainda é identificada com a sua cultura, que é redimida e transformada para que o Tukano participe integral à imagem de Deus na eternidade. Aprendendo o conceito de comunidade na Bíblia é o alicerce da sociedade indígena cristã. Esta comunidade se baseia na fé em Jesus como Filho da Trindade, que fez expiação pela infidelidade do Tukano para como a Trindade e Verdadeiro Criador.

4. Deus como as Três Pessoas, Pai, Filho e Espírito estão presentes e atuantes em todo lugar e tempo na natureza, e como a comunicação pessoal do Criador criou, tudo está preservado e governado por Ele. A religião popular sente a necessidade de mediadores de ancestrais, espíritos, etc. para tratar os problemas cotidianos diretamente, por falta de um conhecimento de Deus bíblico. Porém o Espírito Santo é especialmente o Deus imanente, aplicando o propósito do Pai e do Filho, tanto na vida do Tukano quanto na natureza.
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[1] Eleanor C. Swanson: ‘Society Tucano’,Ethno Atlas, lucy.ukc.ac.uk/EthnoAtlas/Hmar/Cult_dir/Culture.7879.
[2] Norval Oliveira\da Silva: ‘Traduzido a Bíblia para os Povos Indígenas’ in Indígenas do Brasil, ed: Ronaldo Lidório, Viçosa, MG, 2005, pág 208.
[3] Gabriel dos Santos Gentil: Povo Tukano, cultura, história e valores, Manaus: EDUA, 2005, referencias em ordem citadas:29, 108, 30, 138, 152.
[4] Gentil: Povo Tukano,.
[5] Gentil: Povo Tukano, referencias em ordem citadas. 18, 115, 111, 34, 134-5, 33, 133.
[6] Gentil: Povo Tukano, 108ss.
[7] Gentil: Povo Tukano, referencias em ordem citadas 112, 255, 34, 238, 238.
[8] Eleanor C. Swanson: ‘Society Tucano’, Ethno Atlas, lucy.ukc.ac.uk/EthnoAtlas/Hmar/Cult_dir/Culture.7879.
[9] Gentil: Povo Tukano, 149-151.
[10] Stephen Hugh-Jones, no site socioambiental.com,br acessado 16/07/06
[11] Mircea Eliade: The Sacred and The Profane, New York: Harvest Books, ET 1987, 140.
[12] Gentil: Povo Tukano, 149. O conceito de Terra Mater é muito comum (Eliade: Sacred and Profane, 138).
[13] Eleanor C. Swanson: ‘Society Tucano’, http://lucy.ukc.ac.uk/Ethnoatlas/Hinar/Cult_dis/Culture.7879.
[14] Gentil ibid 247.
[15] Stephen Hugh-Jones, www.socioambietal.com.br, acesso 16.07.06.
[16] Gentil ob. cit. 176-8.
[17] Christine Mavrick 'Hallucinogens and religious Identity in the Brazilian Amazon', de www.soa.ilstu.edu/anthropology/thesis/mavrick/hallucinogens...
[18] Karen Armstrong: A History of God, London: Vintage 1999, 247.
[19] Armstrong: op. cit. 262-5
[20] Armstrong: op. cit . 205.
[21] Robert Wright e Geraldo Andreilio: ‘Indigenous Peoples of the Içana River’, 2003, www.socioambiental.org/epienglish/baniwa.
[22] André F. Droogers "Brazilian Minimal Religiosity" in Social Change in Contemporary Brazil, Bauch, Geert, Kooning and Kees eds., Latin American Studies No. 43, Amsterdam: Centre for Latin American Research and Documentation 1988 pp. 165-175.
[23] Um artigo valoroso se acha no site da Grand Valley State University, Michigan, USA (http://faculty.gvsv.edu/websterm/ways.htm)
[24] Eduardo Viveiro de Castro: ‘Narrativas presentation and analysis’, www.socioambietal.org/english/indiandus/evcapresi.shtm.
[25] Mircea Eliade: The Sacred and The Profane, New York: Harvest Books, ET 1987, 80.
[26] Eliade: op. cit.97.
[27] Eliade: op. cit. 80
[28] Eliade: op. cit. 97.
[29] Eliade: op. cit. 95-99.
[30] Antonio Jose Souto Loureiro.
[31] Estou grato pela comunicação particular de Cácio Silva.
[32] Jorge Pozzobon, O Povo HUPDA, Rio Negro, Amazonia, Brasil , Belem: Museu Paraense Emílio Goeldi, Jan 1999, http://www.socioambietal.org/pib/epi/mako/mako.shtm Acesso 16/07/2006
 
[33] J. Schneider: ‘Theos’, DITNT, ed Coenen e Brown, São Paulo: Vida Nova, 2000, 557.
[34] Veja também 2 Rs 24:17. Edward Mack: 'Names of God', ISBE Vol IV. 626 e Joyce Baldwin: 1& 2 Samuel, TOTC, IVP 1988.
[35] Ralph L. Smith: A Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 2001, pag. 111s.
[36] C. H. J. Wright: Deuteronomy, NIBC, Peabody, Mass: Hendriksen,1996
[37] R. Alan Cole: Êxodo-Introdução e Comentário, São Paulo: Vida Nova. E Alec Moyter ob cit 23.
[38] Peter Enns interpreta Ex. 3:14 como o nome sendo ‘Eu Sou,’ N.A.C. Exodus, Grand Rapids: Zondervan, 2000, pag 103.
[39] J. Alec Moyter: The Revelation of the Divine Name, Leicester:, Tyndale Press,1959, 16 em www.theologicalstudies.org.uk/articles_revelation-a motyer.html , 2005
[40] Moyter ob cit 23.
[41] A seita chamada Santo Daime usa as palavras ‘daí me’ representando a generosidade da sua divindade como um nome, Daime (Christine Mavrick: ‘Hallucingens and Religious Identity in the Brazilian Amazon’, (www.soa.ilustr.edu/anthropogy/theses/mavrick/+title).
[42] C. H. J. Wright: Deuteronomy, NIBC, Peabody, Mass: Hendriksen,1996
[43] ‘Pai’ é usado por Deus nos Sinóticos 66 vezes, por João 122 vezes e por Paulo 42 vezes. Em Mateus Jesus usa ‘Pai’ (44 vezes) mais que ‘Deus’. Uma distinção é feita entre o uso do Pai de Jesus e dos discípulos (Leon Morris: A Teologia do Novo Testamento, Vida Nova 2003, 144).
[44] George Eldon Ladd: A Teologia do Novo Testamento, Hagnos 2001, 77-85. Veja o diagrama dos dois aspectos do reino pag. 66. O presente, o já, irrompe no mundo como a vida eterna, e o fim, o ainda não, transforma a criação com a ressurreição e juízo.
[45] Citado em David Burnett: The World of the Spirits, Londres: Monarch, 2000. 30.
[46] Ralph L. Smith: Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 2001, 95s.
[47] Armstrong: ibid. 244.
[48] Cole: Exodo e Gary Millar: Now Chose Life, Leicester:Apollos, 1998, 112.
[49] Bráulia Ribeiro: ‘Sobre a Necessidade de se Reinventar a Roda’ in Indígenas do Brasil, ed: Ronaldo Lidório, Viçosa, MG, Ultimato, 2005, pág 75.
[50] Arthur G. Patzia: The Emergence of the Church, Downers Grove: IVP, 2001, 145.
[51] Márcia Suzuki: ‘Suicidio, a Contextualisação na tribo Suruwahá. ‘Uma aplicação da Abordagem Missiologica C5’ em Indigenas do Brasil, organizado por Ronaldo Lidório. Ultimato 2005, 125-140.
[52] K. Armstrong: A History of God 244.
[53] Heber Carlos de Campos citando E. Brunner, Ser de Deus e Seus Atributos, Cambuci: Cultura Cistã, 1999, 244.
[54] David J. Phillips: God’s Community for Mankind.(tese de Doutorado não publicado),Universidade de Gales, 1994. Há diversas obras com este tema como Colin Gunton: The Promise of Trinitarian Theology, Edimburgo: T & T Clark, 1991. Veja também Leonardo Boff: A Santíssima Trindade é a melhor comunidade, Petrópolis: Vozes, 2004 (nona edição).
[55] C.H.J. Wright: Povo, Terra e Deus, São Paulo: ABU 1991 e David J. Phillips: God’s Community for Mankind cap 5, secções 2-4. Os dois dão as implicações sociológicas. Os pais de Wright, como meus, trabalharam entre os indígenas do Brasil. O tio dele, Fred Wright, era amigo do meu pai, e foi morto pelo Kayapó, tentando alcançá-los.
[56] Gentil: O Povo Tukano, 122,132.
[57] Craig D. Atwood: ‘Zinzendorf and the Holy Spirit’, www.zinzendorf.com. Esta sugestão não é da Teologia Feminina. O artigo masculino usado por Deus na Bíblia não deve ser entendido que todos os seus atributos fossem exclusivamente ‘macho’!
[58] Ronaldo Lidório:'Church Planting and the cross-cultural Gospel to Animist backgrounds.', 04-12-05, www.antropos.com.br
[59] 'Etnoteologia é a disciplina concernente a de-culturalização (separação da cultura) e a contextualização da teologia.' Isso é, separando o evangelho transcultural das formas culturais de origem para ser revelante na cultura do ouvinte. Maria Leonardo: Etnoteologia, www.antropos.com.br. Acesso 21/ 07 /06.
[60] Veja C. H. J. Wright: Walking in The Ways of The Lord, Leceister: Apollos,1995, 181-196.
[61] Heber Carlos Campos: A Providencia de Deus e a RealizaçãoHistórica, Cultura Cristã, 2001, 266.
[62] Tremper Longmann III e Daniel G. Reid: God as A Warrior, Carlisle: Paternoster, 1995, 98.
[63] G.C. Berkouwer: The Return of Christ, Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1972 e Wright: Walking..192-194.
[64] 'Etnoteologia é a disciplina concernente a de-culturalização (separação da cultura) e a contextualização da teologia.' Isso é, separando o evangelho transcultural das formas culturais de origem para ser reve lente na na cultura do ouvinte. Maria Leonardo: Etnoteologia, www.antropos.com.br acesso 21/ 07 /06.
[65] Frederick Karl Keogh: 'In the shadow of the Spirits: The impact of Indigenous Beliefs on an Amazonian Frontier Town', palestra 1995.
[66] C.H.J.Wright: Walking in the Ways of the Lord, Leicester: Apollos, 1995, 181-196.
[67] C.H.J.Wright: Walking in the Ways of the Lord, Leicester: Apollos, 1995, 312.
Última atualização em Qui, 09 de Abril de 2009 15:16

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